11 dezembro 2015

Vens?

Acordo e reviro os lençóis.
Estava ainda agora em teus braços, tua boca na minha, o mundo a nossos pés.
Era para sempre, senti-o. Disseste-mo com os olhos e eu acreditei.
Mas, sem demoras, ZAS, foste-me arrancado. 
Coração fora do peito e ainda te sinto. 
Perco a conta dos dias, mas ainda te sinto.
Onde estás? Em que recanto nos perdemos?
Vens?
Entristece-me saber-te longe. Ou inexistente.
Virás?

24 novembro 2015

Aqueles momentos em que não sabes bem para onde olhar

Nunca sei o que esperar das minhas aulas de desenho. Ora é para desenhar plantas, funis, ossos, garrafas partidas, raparigas com carrapitos... o que der na bolha ao professor na altura.

Pois que na última aula entrei porta adentro e estava plantado no meio da sala um moço em tronco nu, com uma toalhinha à cintura. "Pronto, hoje vamos parar de desenhar carrapitos e vamos passar para modelos masculinos" - pensei, na minha ingenuidade. Só que não. Sem que tivesse tempo para me preparar psicologicamente, o moço arrancou a toalhinha e ficou assim, como Deus (e a sua mãezinha) o pôs no mundo. E agora vá, pequenada, toca a desenhar a vista de frente, de lado, de trás e de como mais se lembrarem.

Demorei um bocado a acostumar-me à coisa. Quer dizer, não é fácil ficar assim a olhar fixamente para um estranho em pelota. Mas vá, tudo em nome da arte.

Tenho medo do que me espera da próxima aula. 

24 outubro 2015

O desenho é o meu ponto mais fraco e tenho grandes e reais complexos a tudo quando me sai do lápis. Por esse motivo tenho enormes limitações a ilustrar à mão (a computador não. Don't ask!). Portanto desta vez é que foi: ganhei coragem e inscrevi-me num curso de desenho.

Já vou na 2ª semana de aulas e continuo a sentir-me a mais naba da turma. E a mais velha também. Sei que com a prática a coisa começa a melhorar (é o que dizem), mas para já continuo com o meu traço tosco e incerto. Nobody said it was easy....


20 outubro 2015

Baby me

Diz que ontem foi o meu dia e que fiquei a parecer uma criança com o que me ofertaram:

08 outubro 2015

O maior sufoco de todos os tempos


A minha Matilde sumiu-se por 5 dias (sim, 5 intermináveis dias). Por aqui chorava-se, soluçava-se, arrancavam-se cabelos e tudo o que mais possam imaginar. Procurou-se, chamou-se, fizeram-se vigílias nocturnas, espalharam-se cartazes, criou-se página patrocinada nas redes sociais... só faltou mesmo ir à televisão. O desespero era mais que muito e o cansaço trazido por noites sem dormir quase nos fez desistir. Não conseguia sequer idealizar a minha vida sem aquela bola de pêlo. Porque se morrer é mau (pois que é, mas faz-se o luto e segue-se em frente), ficar na incerteza do sucedido, no limbo entre vida-e-morte, é certamente mil vezes pior.

Felizmente tudo acabou bem e lá fui descobrir a gata (magra e seca, coitada da bicha) trancada na garagem do vizinho do lado. Sim, leram bem: vizinho DO LADO. Sim, o senhor sabia do desaparecimento da gata. Sim, ouvia miar. Sim, cheirava-lhe a xixis e cocós quando ia à garagem. E não, não estranhou nem fez a ponta de um corno para perceber que raio se passava. Sim, o senhor tem um ligeiro atraso (pensava eu que era ligeiro. Depois disto posso afirmar que é um grande atraso). E o pai do senhor é surdo. Portanto, durante 5 dias seguidos a bicha miou de fome sem que ninguém a ajudasse. Dói-me o coração só de pensar nisto.

Mas enfim, já passou o sufoco e a família está reunida novamente. Tiraram-me anos de vida!

P.S.: a bichana usou o banco de trás do carro como WC. Bem feita!

03 setembro 2015

O meu Santo é forte (ou "a senhora da foice anda a correr atrás de mim e eu a ver")

Armei-me em campónia. Peguei no baldinho e lá fui, para o meio do mato, de perna ao léu e chapéu de palha na cabeça. Distraída com as amoras e os figos, afastei-me demasiado dos campos costumeiros. Só quando as pernas começaram a gritar clemência é que me apercebi de que já tinha andado demasiado. Com o balde pela metade (foi um dia de fraca colheita), comecei o caminho de regresso. 

Nem 100 metros tinha andado quando me virei para trás e vi o fumo negro. E as labaredas. Nunca as tinha visto tão perto nem tão alto, chiça! Precisamente na zona de onde eu tinha acabado de vir. Detive-me uns segundos a pensar como era lindo aquele cenário (dantesco, mas inegavelmente bonito), até o alarme soar na minha mente (telemóvel, onde estás tu nestes momentos em que preciso de ligar para as autoridades? Em casa, pois claro!):
"Run, Forest, Run!"

Dei cordinha aos sapatos e só parei em casa, quando já soavam sirenes por todo o lado.

Ó Universo, o que é que me andas a querer dizer, pá? Gosto de emoções fortes, mas calma lá com isso!

28 agosto 2015

O dia em que quase nos matei

Acordei às 4.30h com uma sensação estranha. Levantei-me, agoniada, e senti um cheiro pestilento. Corri ao quarto da mãe (é o primeiro sítio onde passo quando me levanto). Tudo quieto. Percorri a casa toda até parar na cozinha, onde me deparei com um bico de gás aberto (nunca me tinha acontecido um descuido tão grande). Não fazem ideia do cheiro nem do susto que apanhei!

Hoje é que era; podia ter sido o último. E ninguém daria por nós, aqui fechados, durante semanas (meses?), até o cheiro se tornar insuportável ou toda a casa ir pelos ares.

- O que é que te acordou? - perguntaram-me. A sorte. Ou um anjo que tenho por cima do ombro.

O dia hoje pareceu-me maravilhoso.

19 agosto 2015

Pranchas e alforrecas (ou não sei que título dar a isto)

Hoje foi o 1º dia verdadeiramente bom de praia. Sem vento e com água um pouco mais quente. Cheia de alforrecas também.

Enquanto tentava entrar no mar, equilibrando os arrepios do choque térmico com o nojinho das alforrecas, uma miudinha (não tinha mais de 11 anos) montada numa prancha dirigiu-se à minha pessoa.
- Senhora, não precisa ter medo das alforrecas. Elas estão mortas, não picam. Eu costumo apanhá-las com a mão. Se pegar só na cabeça não faz mal.
- Não tenho medo, fazem-me é impressão. São muito viscosas...
- Ah, isso são mesmo! - e deslizou com a prancha numa onda.
Voltou pouco tempo depois:
- Senhora, mergulhe logo de uma vez! Como está a fazer é mais difícil! - e tornou a apanhar uma onda.

E eu fiquei ali, de cara à banda perante a audácia da gaiata. E nem me refiro ao facto de me tratar por "senhora", que isso é coisa a que nunca me hei-de acostumar (não nos deviam avisar quando mudamos de estatuto?), mas à vontade de ensinar a missa ao vigário. Ah, a bela da idade em que achamos os adultos uns tontos ignorantes! Ainda há uns anos atrás era eu ali, em cima da pracha (quantos anos mesmo? 10? 20? - oh tempo, abranda, moço!)

O meu gato é mais esquisito do que o teu! #1


16 agosto 2015

Onde anda o Verão?

O Galaró meteorológico que comprei na visita de estudo a Alcobaça, quando tinha 10 anos, também não sabe que é feito do sol.

Amanhecer Dantesco

Acordei com o barulho dos barcos. Sintonia que parecia o fim do mundo. 
Abri a janela e deparei com um nevoeiro espesso de cortar à faca.
Nos arredores viam-se corvos grandes e gordos, com um grasnar arrepiante. 

"Pronto, é o fim do mundo" - pensei. Senti-me personagem de um filme de Hitchcock.

Que Verão é este, minha gente?


07 agosto 2015

Coisas que me saiem #1

Veio cá ontem o moço da loja entregar o novo televisor, que o antigo, com mais de 25 anos, já estava para lá de Bagdad. Entrou-me pela casa adentro, perguntando onde era para pôr o levezinho LCD. Respondi-lhe que era na porta ao fundo, no lugar do trambolho que lá estava. Acrescentei depois, lembrando-me que a minha mãe estava alapada no sofá:

- "O trambolho é o televisor, não a minha mãe!"

Seguiu-se um momento constrangedor, em que esperei que o moço entendesse o meu humor negro e desse uma gargalhada. Um ligeiro esgar, vá. Não aconteceu.

Sou uma incompreendida.

02 agosto 2015

Cor de porquinho


O meu pai era um pequeno tição de morenice; os menos amigos chamavam-lhe "o preto". Enquanto gaiata gozei do tom de pele mais bem passado, sobretudo no Verão, altura em que parecia meio ciganita. Depois, não sei precisar quando, fui colocada em lixívia e fiquei assim, pálida dos pés à cabeça, e não há sol que me valha. 

Este ano a coisa está crítica: estamos no início de Agosto e ainda não pus as reais patas na areia da praia. Estou mais que pálida, estou branco-lula, rosa-porquinho, copinho de leite. E não, não tenho vergonha em vestir calções, que nem toda a gente foi abençoado com uma cor de pele saudável. 

Vá, torçam por mim, a ver se consigo torrar um bocadinho este ano. Não peço muito, bastava-me o tom galão-claro. 

Do longo Julho


Julho foi, certamente, o mês mais longo do ano. Trabalhei a mil à hora, entreguei os últimos trabalhos da pós-graduação (tive 17, a quem interessar - colocar aqui um mini dança do orgulho) e ainda dei uma voltinha por terras hermanas. Encontro-me agora em estâncias veraneias, de onde continuarei a trabalhar a meio gás, mas com as patitas enfiadas dentro de água. 

A quem está de férias, força nisso. A quem não está.... bem, que a força esteja convosco também. 

30 julho 2015

Façam as vossas apostas

Fui hoje abordada por um turista nórdico. Eu ia carregadíssima, com um saco grande de supermercado numa mão e uma melancia na outra. O moço dirigiu-se a mim, em inglês, porque:

(atentem as hipóteses e escolham a que vos parecer menos provável)

a) queria saber qual a empresa de Tuk-Tuk mais próxima;
b) queria saber onde tinha comprado a melancia;
c) queria saber o que estava escrito na minha T-shirt, meio tapada pela dita fruta.

23 junho 2015

É por isto que ainda não posso ter bebés: sou uma nulidade na cozinha

Sou a pior cozinheira do mundo. Não, a sério, sem exagero! Consigo estragar tudo aquilo que tento confeccionar. Consigo sempre salgar / queimar / adoçar/ apimentar / afogar ou secar demasiado os cozinhados.  

Por vezes arrisco mesmo a minha sobrevivência. A semana passada peguei fogo às pegas 2 vezes, sendo que da 1ª vez queimei também a camisola que trazia vestida e da 2ª queimei as pontas do cabelo. Volta e meia também bato com a cabeça nos armários, mas disso não tenho culpa, que a genética criou-me alta. 

E antes que perguntem, sim a Bimby ajuda mas não resolve tudo.

Então peço uma salva de palmas para mim, que ontem consegui esta proeza (sem Bimby, apenas com as mãozinhas que Deus e os meus pais me deram e uma colher de pau do IKEA). Não podem é olhar para baixo do bolo, porque parece queimado. Apenas parece!!

Ora cá vai

Bolo de leite de coco, roubado descaradamente daqui.



22 junho 2015

From London, with love











Não tinha expectativas quase nenhumas, mas a verdade é que me apaixonei por Londres. Por pouco não me apaixonava EM Londres. Em Nothing Hill. How crazy it would be?

- "Have you been waiting for me?"
- "All my life!"

12 maio 2015

Cá coisas

Sabem aquela vergonha assumida que vos invade de cada vez que olham para a foto do vosso cartão de cidadão? [podia dizer "foto do vosso CU", mas é uma piada já muito gasta]

Sabem quando pensam que não podiam ter ficado pior?

Acreditem que podiam. E vão ficar. Assim que renovarem o cartão. :|

12 abril 2015

Coração cheio



Fez há dias um mês que nasceu a pequena Carolina. Não sou tia de verdade, sou apenas madrinha do coração, o que acaba por ter mais ou menos o mesmo significado. Fui arrebatada por completo. Agora, onde quer que eu vá, só vejo Carolina: naquele boneco na montra, naquele vestidinho na loja... Sinto até saudades do seu cheirinho a bebé e dos grandes olhos ainda azuis.

Nunca quis ter filhos. Continuo sem querer. Secretamente tenho a certeza de que nunca os terei mesmo (não fui fadada para isso). Mas nada disso importa, porque neste momento tenho o coração cheio de Carolina e só lhe desejo o melhor do mundo. 

04 abril 2015

Turn off #2

Está um dia lindo, convidativo a lamber gelados e a emborcar pacotes de amêndoas. Levanto-me cedo e arrasto-me dirijo-me a custo cheia de motivação para o ginásio, para chegar lá e dar com o nariz nas grades. Diz que é "Sábado de Páscoa". A sério? E como é que fica o assunto das amêndoas? 

12 março 2015

A minha perna esquerda


Nos últimos dias tenho-me lembrado muito do bailado que vi há pouco tempo, "A Perna Esquerda de Tchaikovsky". Porque, por oposição ao que sucedia no bailado, e não sendo canhota, a minha perna esquerda é brutalmente desenvolvida em relação à direita. Diz que sim, que o meu pé (o esquerdo) faz uma curvatura invejável e que a perna se eleva de forma recta irrepreensível. Depois vai-se a ver e o lado direito é todo uma decepção. 

Olhem, estou assim, cortem-me pela metade e deixem apenas o melhor.

09 março 2015

Apontamentos do Dia da Mulher


- A minha afilhada (e incha-me o peito quando profiro estas palavras) pode, a partir de agora, nascer a qualquer instante.
- Fez ontem 10 anos que me assaltaram a casa.
- A julgar pelo que vi, ontem foi dia dos homens levarem o mulherio à rua para almoçar. Durante o resto do ano papam em casa e é se querem. E lavam a louça, como manda a tradição.
- Ouvi ontem no telejornal que as mulheres passam cerca de 5 horas por dia nas lides domésticas. Se somarmos 8 de trabalho por fora, mais 7 de sono já só nos sobram 4 horas por dia para fazer o que nos der na real gana. F*da.se!

(agora chega de enxurrada de posts)

Aos pedaços, como o iogurte



Ele há coisas...

Acabaram de me bater à porta. Eram testemunhas de Jeová com um convite para a celebração da morte de Cristo. E eu, que sou uma pessoa pela paz, só consigo pensar no feio que é festejar a morte de alguém (tirando Hitler, talvez). O pessoal de marketing dos Jeovás devia repensar os slogans, que isto assim parece-me coisa para lá de macabro. 

02 março 2015

Artisticando (ou o meu lado direito do cérebro a pedalar)

Desde pequena que fui formatada para a área das letras. Era a menina das composições bonitas, dos prémios literários, das palavras tocantes. Tudo o que fosse cores e tesouras não era comigo; EVT era um tormento. Não que eu não gostasse, muito pelo contrário, mas tive a infelicidade de nascer numa época em que se não se mostrasse logo habilidade para certas coisas mais valia não tentar de todo, porque ia resultar em crítica severa. 

E, como tal, lá fiz todo o meu percurso orientado para humanidades. Queria seguir jornalismo ou história. Segui história. Emprego? Qual emprego? Siga para plano B, começar tudo de novo!

8 anos depois aqui estou eu, com carreira profissional em Design, embrenhada nas artes até aos cabelos e a infiltrar-me na área da ilustração a uma velocidade estonteante. E gostava à brava de voltar atrás e levantar um grande dedo do meio aos meus professores de educação visual, que me incutiram a ideia de que mais valia não tocar em pincéis.



A única coisa chata é que quanto mais desenvolvo o lado direito do cérebro mais dificuldade tenho em utilizar a escrita como forma de expressão. Mas não se pode ter o melhor dos 2 mundos e há que escolher entre o lado esquerdo e o lado direito. Fico-me pelo direito. :)

23 fevereiro 2015

Lei de Murphy


Só consegues contar, no máximo, até 10 depois de um caixote acabado de trocar. Depois terás, de certo, um gato escarrapachado a mijar em cima.

18 fevereiro 2015

Felicidade é...

...passar o dia nisto:


Rapunzel, a torre e um mini-livro em produção.

Do Carnaval

Com a ventania que esteve hoje devem ter voado muitas perucas. E bigodes. E tapa-sexos.

16 fevereiro 2015

Ser mãe

Ontem, enquanto dava banho e cortava as unhas dos pés à minha mãe, pus-me cá a pensar: "caraças, Ana, que tu realmente és uma super-miúda!". Ora atentem:

Sou doméstica, sou cozinheira, sou empregada, sou companheira.
Sou esteticista, conselheira, podóloga e manicure.
Sou modista, motorista, médica e enfermeira.
Sou guarda-fraldas, governanta, gestora e contabilista.
Sou massagista, consultora, protectora e animadora.
Sou argumentista, orçamentista, ginasta e malabarista.
E no meio disto tudo ainda tenho a minha vida.
Basicamente... sou mãe! :)

13 fevereiro 2015

A FNAC dá-me cabo do orçamento!

É que não há vez em que lá entre e saia de mãos a abanar. 
É assim uma espécie de Lei de Murphy: "se entras, compras". Damn!


12 fevereiro 2015

Lamechices

Confesso que só recebi 2 cartinhas do Dia dos Namorados na vida, até porque é um dia que me passa completamente ao lado.

A 1ª tinha eu 15 anos e veio da parte do meu professor de inglês. O homem tinha a mania que era galã e decidiu enviar recadinhos para todas as alunas. A mim calhou-me um poema em que o autor perguntava à amada porque tinha ela comido as últimas ameixas do frigorífico, sabendo perfeitamente que era a fruta preferida dele. Uma coisa extremamente romântica, sem dúvida (cheira-me que deve ter havido porrada quando a amada chegou a casa, mas.....).

A 2ª carta chegou-me este ano, em tamanho A4, num envelope bem vermelhão, sem remetente e directamente de Londres. Só vos digo que dou graças a Deus por aquilo vir bem fechadinho, porque é tão, mas tão lamechas, que faria corar quem quer que o lesse.




E se, por um lado, estou para aqui a sentir enjoos perante tamanha pirosada, estou também sem saber que raio hei-de eu dizer ao rapazinho. Que recebi e adorei? Minto-lhe ou parto-lhe o coração?

Oh, a vida é dura! 

03 fevereiro 2015

Here we go!


Fevereiro marca o início oficial da minha entrada no mundo da ilustração. São aulas, palestras, workshops... Estou entusiasmada com'ó raio e nem caibo em mim de contente! Let the fun begin! :D

24 janeiro 2015

A minha mãe é uma crente #2

Ontem houve noitada da grossa. E, confesso, aos 30 as noitadas já não são tão frequentes como aos 25. Digamos que a energia e disposição já não são as mesmas.... Adiante. Senti-me na obrigação de me emperiquitar toda e abusar naquele batom novo liiiindo que comprei na Kiko.

Já ia quase a sair porta fora quando a minha mãe me aparece ao caminho, me olha de alto a baixo e pergunta com um ar muito crítico, apontando para a minha mini saia:

- "Vais sair assim?"

Franzi uma sobrancelha e estive vai, não vai, para lhe dizer que sim, e que além disso ia a uma antiga casa de meninas (Pensão Amor - vão lá, que vale a pena!). Só assim, para a irritar um bocadinho. 

Já ia escada abaixo quando a senhora abre a porta de casa e me diz lá de cima:

- "Não bebas álcool!".

Yeah....right!

23 janeiro 2015

Creminho

Esta semana fui à médica e, por acaso, calhou ser num dia em que até tinha dormido mal. Vendo-me com olheiras e os olhos inchados, a Dra. (que é toda tia chiquesse) tratou prontamente do assunto. Pegou num papelinho, escreveu o nome de um creme e entregou-mo:  "Tome lá, ponha isto por baixo dos olhos todas as noites antes de se deitar e vai ver como é milagroso. Mas não se assuste com a embalagem!"

Não percebi o porquê do último comentário, mas aqui está a explicação:


É para pôr no outro olho, é certo, mas garanto-vos que, com apenas uma aplicação, já noto uma diminuição significativa dos belos dos papos! 

18 janeiro 2015

Pacóvia é o meu nome do meio

Acabei de chegar de um jantar no cú de Judas. Acontece que está a acabar o mundo lá fora e eu tenho propensão para me perder pelo caminho, pelo que decidi ligar o GPS do telemóvel e arriscar a vida conduzindo a olhar para o ecrã.

Não sei em que raio de botão carreguei, mas ainda não tinha andado 200 metros quando o telefone acendeu uma luz azul muito forte e comecei a ouvir vozes. Ai Jasus, 'ca susto! que pensei que tinha telefonado para alguém por engano (acontece-me muita vez), mas depois prestei atenção e era uma mulher a mandar-me virar à direita. Levei algum tempo a perceber que era o telemóvel a conduzir-me amargamente até ao meu destino e ainda mais tempo a conseguir confiar no dito. A verdade é que aquela voz fria, distante e autoritária acabou por me levar a bom porto e fiquei aliviada quando o pequeno aparelho me disse, azedo: "chegou ao seu destino", apagou as luzes e emudeceu. 

Será que há alguma opção para tornar a voz do GPS mais quente e amistosa? É que isto assim mete um bocado de medo. Mas também nunca ninguém disse que a primeira vez era fácil...

16 janeiro 2015

Roncar é d'homem!


Já ouvi falar de gatos que ressonam, mas o meu mais velho é um abuso! Parece um berbequim! Vá... berbequinzinho.

Isto de noite é coisa para acordar uma pessoa, que biolência!

Já não me lembrava bem do vício que isto era

Isto de ter voltado aos blogs não foi nada bem pensado. Uma pessoa senta-se em frente ao PC com sérias intenções de trabalhar, abre por instantes o blogger, só porque já é hábito, e quando dá por si já passou mais de uma hora. Gaita.

15 janeiro 2015

Ana, a brilhar desde mil novecentos e oitenta e troc'ó passo

Numa das últimas aulas da pós-graduação, foi-nos dada a tarefa de fazermos uma maqueta do livro que estamos a projectar. Acontece que calculei mal o material necessário e acabou por me faltar o cartão grosso para simular a capa.

Diz-me a professora, muito despachada:
- Ana, use esta cartolina que aqui tenho, que à falta de melhor também serve.

E respondo eu com um ar muito indignado:
- Desculpe, professora, mas se isto é para usar a vida toda não quero cá coisas moles.

(Silêncio na sala.)

Retorquiu ela, com ar maroto:
- Tem razão. Essa frase aplica-se a tudo na vida.

E posto isto a turma rebentou em gargalhada.

(Palhaça é o meu nome do meio, está visto...)

08 janeiro 2015

3 reflexões sobre Charlie e não falo mais no assunto

1 - o ser humano tem de aprender, sem dúvida, a rir de si mesmo. A capacidade de entender e fazer humor é uma das coisas que nos distingue dos demais animais. Ora se temos o dom de rir, por favor, pessoas, usem-no e não levem tudo tão a peito.

2 - a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros.

3 - toda a gente está disposta a dar opinião sobre tudo, mesmo quando não tem opinião formada sobre coisa alguma.

Posto isto, retomamos a normal emissão.

Frozen

Hoje esteve frio. Não um frio qualquer, mas aquele que se entranha por dentro das roupas e nos invade cada pedacinho da alma. Por momentos chegamos mesmo a pensar que nunca mais vamos conseguir aquecer; que vamos gelar e empedernir e desaparecer. Olhamos para os outros e vemos reflectidos rostos igualmente engelhados, mas no fundo sabemos que todos se dirigem para qualquer lado, para longe do frio e da morte.

E depois olhamos para o lado, ali mesmo à beirinha, e somos assaltados pela dura realidade, pela amargura de quem não tem pontinha de calor, nem de esperança, nem de NADA!


Porra pá, hoje esteve tanto frio! E eu aqui, no meu mundinho quase perfeito, por vezes sem dar valor à sorte que tenho...

07 janeiro 2015

A menina tem?

Veio cá o electricista arranjar uns cacarecos e, quase no final do trabalho, chama-me e pergunta:
- "Olhe, desculpe, tem silicone?"
E eu, do alto da minha mente perversa criatividade, juro que pensei agarrar as madalenas e responder:
- "Não, não, amigo! Isto é tudo material original, criado pelos paizinhos na década de 80!"
Mas limitei-me a sorrir amavelmente e a ir à arrecadação buscar a dita.

04 janeiro 2015

A minha mãe é uma crente

Amanhã recomeço as aulas da pós-graduação e, sabendo isto, pergunta-me a minha mãe:
-"Ó Ana, e não tinhas TPC? Já os fizeste?"

(Olá, o meu nome é Ana e tenho 8 anos.)