24 setembro 2014

Ana e os petizes

Ontem tive visitas cá em casa que trouxeram de brinde um petiz de 3 anos. Não sou grande adepta de crianças nem tenho muito jeito para elas, mas o garotinho (como aliás, todas as crianças com quem privo) achou que eu tinha ar de boa compincha e chamou-me logo para brincar. Devo dizer que vejo aqui algumas semelhanças com o comportamento dos gatos, que pressentem quem não gosta deles e se sentam automaticamente no seu colo em jeito de provocação.

Pois que o gato miúdo tinha uma energia invejável e, ao fim da 3ª volta a correr ao quintal (vai ser maratonista, acreditem!), eu já deitava a língua de fora e pedia-lhe encarecidamente que parasse. E toda aquela correria deve-lhe ter acelerado a tripa, porque na 4ª volta, a meio da subida, o puto largou um peidinho sonoro, que eu fingi ignorar. Vá, pensei que tivesse sido impressão minha. Mas não foi. Durante a 5ª volta soltou um valente peido estridente pum, após o qual parou a olhar para mim com ar comprometido e, vendo a minha cara de admiração, afirmou: "Dei pum!!". Fiquei perdida de riso. Pois amiguito, isso vi eu, mas cocó é com a mamã, não venhas cá com ideias.

E é assim a minha relação com as crianças, um misto de ternura reprimida com um instinto maternal inexistente. 

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