19 março 2015

12 março 2015

A minha perna esquerda


Nos últimos dias tenho-me lembrado muito do bailado que vi há pouco tempo, "A Perna Esquerda de Tchaikovsky". Porque, por oposição ao que sucedia no bailado, e não sendo canhota, a minha perna esquerda é brutalmente desenvolvida em relação à direita. Diz que sim, que o meu pé (o esquerdo) faz uma curvatura invejável e que a perna se eleva de forma recta irrepreensível. Depois vai-se a ver e o lado direito é todo uma decepção. 

Olhem, estou assim, cortem-me pela metade e deixem apenas o melhor.

09 março 2015

Apontamentos do Dia da Mulher


- A minha afilhada (e incha-me o peito quando profiro estas palavras) pode, a partir de agora, nascer a qualquer instante.
- Fez ontem 10 anos que me assaltaram a casa.
- A julgar pelo que vi, ontem foi dia dos homens levarem o mulherio à rua para almoçar. Durante o resto do ano papam em casa e é se querem. E lavam a louça, como manda a tradição.
- Ouvi ontem no telejornal que as mulheres passam cerca de 5 horas por dia nas lides domésticas. Se somarmos 8 de trabalho por fora, mais 7 de sono já só nos sobram 4 horas por dia para fazer o que nos der na real gana. F*da.se!

(agora chega de enxurrada de posts)

Aos pedaços, como o iogurte



Ele há coisas...

Acabaram de me bater à porta. Eram testemunhas de Jeová com um convite para a celebração da morte de Cristo. E eu, que sou uma pessoa pela paz, só consigo pensar no feio que é festejar a morte de alguém (tirando Hitler, talvez). O pessoal de marketing dos Jeovás devia repensar os slogans, que isto assim parece-me coisa para lá de macabro. 

02 março 2015

Artisticando (ou o meu lado direito do cérebro a pedalar)

Desde pequena que fui formatada para a área das letras. Era a menina das composições bonitas, dos prémios literários, das palavras tocantes. Tudo o que fosse cores e tesouras não era comigo; EVT era um tormento. Não que eu não gostasse, muito pelo contrário, mas tive a infelicidade de nascer numa época em que se não se mostrasse logo habilidade para certas coisas mais valia não tentar de todo, porque ia resultar em crítica severa. 

E, como tal, lá fiz todo o meu percurso orientado para humanidades. Queria seguir jornalismo ou história. Segui história. Emprego? Qual emprego? Siga para plano B, começar tudo de novo!

8 anos depois aqui estou eu, com carreira profissional em Design, embrenhada nas artes até aos cabelos e a infiltrar-me na área da ilustração a uma velocidade estonteante. E gostava à brava de voltar atrás e levantar um grande dedo do meio aos meus professores de educação visual, que me incutiram a ideia de que mais valia não tocar em pincéis.



A única coisa chata é que quanto mais desenvolvo o lado direito do cérebro mais dificuldade tenho em utilizar a escrita como forma de expressão. Mas não se pode ter o melhor dos 2 mundos e há que escolher entre o lado esquerdo e o lado direito. Fico-me pelo direito. :)